O fim de ano inspira à reflexão. Nos faz levantar os números de acertos e erros no balanço do exercício anual. Não é fácil mexer em feridas, levantar poeira, mas é importante enxergar que foram superadas e postas a limpo.
Em 2015, me senti um pouco perdida. O fato de não ter feito muitas provas (foi apenas uma) colocou em xeque o título de corredora. Existe uma cobrança velada em relação as corridas (ou não tão velada assim...) Você se sente obrigada a fazer alguma prova "bacanuda" por ano, pelo menos.
Me identifico tanto com aquelas cenas de filme onde aparecem as pessoas correndo com tênis velho e calça de moleton pelo central park. A cena transpira liberdade. Alguém sabe onde diz que você precisa do tênis "xis", do relógio top ou da bermuda de compressão para corrida. Às vezes, me sinto engolida por essa indústria, esse marketing (in)direto.
Cada vez que penso sobre minha relação com a corrida percebo como muitas das minhas conquistas estão ligadas a ela. A corrida me transformou, me fez querer mais e dar o meu melhor. Não foi apenas saúde, mas o gás para encarar os desafios diários. Tem minha gratidão.
A maior lição que tive esse ano é que você precisa fazer por você e para você. Correr pelo prazer de correr. Seja para encarar o seu grande desafio, para perder peso na balança, para abstrair a sua mente ou para se encontrar com os amigos. Não importa o motivo quando você faz por você. A motivação é sua!
Forte abraço e bons treinos!!







