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09 julho, 2013

Top de academia e Top de Corrida é a mesma coisa?

Top de compressão sustenta e protege mais os seios (Foto: Divulgação / Nike)
Às vezes me pergunto, se além do tênis, é preciso realmente de algo mais pra correr. Excluo aqui a vontade e iniciativa de sair pra rua. Estou falando da vestimenta ideal para corrida. Afinal, quem quer mesmo, corre descalço na praia ou grama, e neste caso nem seria necessário o calçado. Mas, se tratando que muitos aqui não são adeptos do barefoot, imagino que tem seu tênis preferido e até um universo de acessórios para destacar.
Eu não costumo usar muitos "apetrechos" para correr. Me satisfaço com um tênis específico de corrida, uma bermuda, um top e uma camiseta. Sempre uso nos treinos as camisetas que ganho em provas. No entanto, tenho percebido que usar o material certo das coisas faz sim a diferença. Não precisa sair comprando roupa fitness de academia ou aquela coleção nova da marca "xis". Acho lindo e até tenho, mas sendo franca, não é necessário para se fazer a prática esportiva. Um velho moletom a princípio resolveria.
O que quero destacar aqui é que a compra do top, bermuda, tênis, camiseta e até as meias deve ser feito de acordo com material que contenha um tecido leve e com boa respirabilidade, evitando assim o acúmulo de suor. Pode parecer uma dica bem básica, mas é que às vezes a gente não se dá conta e quando vê está usando uma meia de algodão ou um top que a tia deu (nada contra o presente da tia, mas que não era ideal para usar em treinos de corrida, era mais top de academia, sabe?).
Faz uns oito meses que decidi investir nos top's da minha gaveta de roupas. Comprei alguns modelos, de diferentes marcas, baseado no meu esteriótipo e gosto pessoal. Passado este tempo, posso afirmar que apesar de serem mais caros, eles são excelentes. Dei preferência por modelos sem costura, que tivessem aquela faixa de suporte abaixo dos seios e fossem estilo nadador. Muito bom! O legal é aliar conforto e bem-estar com preço do produto. Até então eu aparecia com uns "arranhões" e não me dava conta que era da costura do top. :/

Top Ideal - O site da Santaconstancia traz algumas dicas muito interessantes de como escolher o top ideal. Um dos cuidados que a mulher deve tomar ao praticar esportes é com o suporte adequado para os seios, para evitar dores e incômodos. Embora o visual dos tops seja importante, o fundamental é que sejam confortáveis, acompanhando as dimensões do corpo. 
O modelo estruturado ajustável é melhor que o de compressão, pois minimiza o balanço dos seios durante as atividades. A modelagem deve combinar tecidos sem elasticidade na parte frontal e interna e tecidos elásticos nas laterais (costas). Uma atenção especial à faixa inferior, que não deve ser muito justa nem muito solta, também é recomendada. A elasticidade deve ser horizontal, pois a vertical não limita o balanço dos seios, e seu tecido não deve ser muito justo nem estar em contato com a pele, o que prejudicaria no quesito conforto. Para as costas, modelagem em X ou nadador são as melhores.
A compressão confortável é outro ponto importante. Um tecido leve, compacto e com boa respirabilidade é sempre a melhor opção. Um erro comum é confundir sustentação com compressão, buscando o top que mais aperte as mamas, mas isso pode causar muita dor e desconforto. A sustentação adequada vem da combinação de modelagem apropriada, na maioria das vezes com baixo nível de elasticidade, e tamanho correto. Evite ao máximo tecidos grosseiros e pesados, assim como modelos com bojos, que criam obstáculos à respiração e geram calor durante os exercícios.
Quanto maior o busto e mais intensa a atividade, maior a necessidade de sustentação. Dependendo da atividade, o top deve ter painéis de ventilação para evaporação do suor, minimizando o efeito úmido colante, que irrita a pele, principalmente os seios, onde há grande acúmulo de água. A ventilação é feita preferencialmente com tecidos porosos ou vazados.

Modelos, formatos, materiais ou cores é o que não falta para escolher o seu top ideal. Só não esqueça: além de lindos, eles precisam ser confortáveis e justos aos seu tipo de corpo.

Vamos nessa. Força, foco e fé!!

27 junho, 2013

Detonando na balança #ProjetoCorrerdeTop

Apesar de ter certa desibinição para escrever no blog, preciso confessar que sou tímida com fotografias. Arisca mesmo. Esperei o momento certo para escrever um post sobre a perda de peso e os avanços no Projeto Correr de Top. Então, quando fui buscar fotos para ilustrar, percebi que sempre corri da câmera fotográfica. kkk O jeito é contar pra vocês como vai o desafio em números. =)

Em 2009, quando comecei a correr na esteira, eu pesava 85 kg distribuídos em 1,76 m de altura. Sempre tive uma estrutura alta e "forte", que acabava maquiando os quilinhos a mais. Em 2010, quando estreei em provas de corridas de rua, eu pesava 78 kg. Já tinha "perdido" alguma coisa fazendo bike e academia também, no entanto continuava pesada. Dali em em diante eu oscilei na casa dos 76 a 74 quilos meses e meses, por dois anos. E somente quando pus o projeto correr de top é que encarei sério o desafio.

No Projeto - No primeiro dia de pesagem, eu estava com 74 kg. De lá para cá, fiz mais duas paradas sobre a balança e para minha alegria, neste sábado - dia 22 de junho, alcancei a marca de 71,2 kg. Eeeeee!!!
Devo dizer que não foi fácil. Mas, estou substituindo os alimentos e alguns digo com orgulho que cortei da dieta (como é o caso do refrigerante e bebidas com gás). Sem contar, que os longões para meia maratona têm ajudado também. O apoio da família também conta aqui, porque em casa quando um está cuidando da alimentação, todos estão. \o/ Valeu @fabiano_bjj!!

Ficamos assim então:
Fevereiro 2013 - 74 kg
Abril 2013 - 72,1 kg
Junho 2013 - 71,2 kg

Evolução em passos lentos, mas firmes. (clique na imagem para ampliar)

Prometo fazer mais fotos para colocar aqui no blog. Se serve de incentivo para seguir no projeto ou mesmo de conselho, divulguem seus desafios. Ao contrário da cobrança que se imagina que possa ter, vocês se sentirão motivados a seguir no projeto e ainda terão o apoio dos amigos. Eu sou uma que boto a maior fé em você. Go go go!!!

Forte abraço turma e bons km's!!

21 junho, 2013

Incontinência Urinária e a Corrida


O assunto é mais comum do que se imagina. Contudo, a questão acaba sendo "maquiada" pelo tal constrangimento de falar com seu treinador, com médico ou colega de treino. O alto impacto da corrida  pode sobrecarregar a musculatura do assoalho pélvico, o grupo de músculos que sustenta a parte baixa do abdome e acaba acontecendo a incontinência.
Tenho uma amiga corredora, que me relatou que passou pela situação, mais de uma vez em provas. Ela já é mãe e segundo os especialistas, mulheres pós parto são mais susceptíveis a ter o problema. A notícia boa é que tem tratamento. A dica é fazer exercícios de contração, similar quando se quer segurar a urina.

Achei uma reportagem bem bacana que fala sobre a incontinência e os corredores, publicada no portal O2 por minuto. Separei alguns trechos para compartilhar aqui. Confira:

A perda involuntária de urina, problema conhecido como incontinência urinária, é considerada comum entre as chamadas mulheres que já fizeram dois ou mais partos, que retiraram o útero ou que se encontram no período da pós-menopausa. Porém, em mulheres que praticam algum tipo de atividade física de alto impacto, como é a corrida, é possível que o problema ocorra até nas corredoras mais jovens. 

Por ser uma atividade de médio a alto impacto, a corrida também contribui em alguns casos para a incontinência, dependendo da carga de treino da mulher. O que muitas corredoras não sabem é que o distúrbio pode ser tratado. Há uma série de exercícios fisioterápicos que “preparam” a musculatura pélvica para o impacto da corrida. 

Segundo o urologista Flávio Trigo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ao correr, a região da pélvis é altamente solicitada, fazendo com que toda essa região “vibre” bastante. Assim, se a musculatura pélvica não estiver forte o suficiente, ela não aguenta a pressão da urina na bexiga. Esse tipo de incontinência é conhecido como “incontinência por esforço”. 

A fisioterapeuta Laura Grechi Della Negra, especialista disfunções do assoalho pélvico pela Unifesp, explica que a avaliação é simples. “A primeira coisa a se fazer é avaliar em que estado está a força do assoalho pélvico. Acompanho as atletas na esteira e fazemos os exercícios de contração da musculatura”, diz.

Segundo Laura, o tratamento varia conforme o estado da musculatura feminina: “Os primeiros exercícios são de contração, ou seja, simular o esforço feito para segurar a urina e as fezes pela vagina e ânus, ‘puxando para dentro’. Se for necessário, fazemos um eletro-estimulação, que é uma sonda intravaginal, que ajuda a contração. Ou ainda pode ser feito o uso de cones vaginais, que são como absorventes internos, porém com pesos, para que se possa exercitar a musculatura.” 

Um bom motivo para se tratar é que um problema dessa dimensão tende a piorar a performance. “A queda de rendimento é inevitável, pois ao perder urina durante a corrida, perde-se também a concentração e desempenho da corredora”, conclui Laura. 

Doutora em ciência da saúde pela Unifesp, a ginecologista Maíta Poli de Araújo desenvolve um programa de tratamento de atletas mulheres que sofrem do problema. “O objetivo do meu trabalho é alertar treinadores e preparadores físicos da importância do exercício direcionado ao assoalho pélvico, juntamente com o aquecimento, antes de correr”, diz.

Maíta dá mais uma dica para a prevenção da incontinência: “Realizar o treinamento em gramado ou terreno aclive diminui o impacto na musculatura”. Se a atleta perde urina com frequência, o ideal é a interrupção da prática do exercício durante o tratamento. “Depois, o recomendado é que a atleta retorne às atividades, começando por um esporte de baixo impacto”, sugere. Nos esportes de baixo risco se enquadram a natação, ciclismo e remo, por exemplo. Cirurgia só em casos extremos. Assim, aos poucos, a atleta pode voltar às atividades esportivas. 

Quem quiser ler a matéria na íntegra, clique aqui

Forte abraço e bons km's!!

22 maio, 2013

Projeto Correr de Top: Opções saudáveis no prato


É um verdadeiro jogo do troca-troca, mas vale a pena! É assim que a gente tem que encarar se quiser emagrecer uns quilinhos e ficar linda(o) no próximo verão. Lançado o Projeto Correr de Top, algumas amigas me perguntaram o que eu estava comendo. Então, é hora de apresentar algumas opções saudáveis para compor o seu prato no dia-a-dia.


Não é preciso deixar de comer todas as coisas das quais se gosta para reduzir medidas e se alimentar de forma saudável. Trocar alimentos com alto teor de gordura por outros com sabores similares e menos calóricos é uma boa opção para quem está começando uma dieta.


De novembro pra cá, eu substitui o pãozinho da manhã por uma fruta. Gosto de comer uma banana ou uma fatia generosa de melão ou mamão. Ás vezes, até mesmo metade de um abacate com limão. Costumo comer frutas que eu gosto, não adianta colocar na lista um "caqui" se você não é fã dele. #FicaDica

Daí, você pode me perguntar, mas Helena eu não consigo ficar só na fruta de manhã. Então troque o pão de trigo pela famosa torrada integral; a manteiga pela margarina light e o leite integral pelo desnatado. Aliás, já fiz um post aqui trocando o leite pelo sem lactose. Ótimo pra gente que costumar comer antes dos treinos. Foi a dica que o meu endocrinologista me passou.

Aliás, longe de mim querer "dar consulta" ou substituir o profissional da nutrição. Os post's do projeto são  motivacionais e buscam trazer dicas de como faço para diminuir a "pança" e poder ficar legal no top. ;)
Confira abaixo a tabela de troca de alimentos, que extrai do site da Endocrinologia e Metabologia, da Faculdade de Medicina da USP:


Semana que vem trarei mais dicas para o Projeto Correr de Top. Agora é foco, força e fé!

Abraços e bons treinos!!!

29 abril, 2013

Projeto Correr de Top


Do começo

Assim que terminei minha pós graduação e me casei, percebi que havia conquistado quilinhos extras além do "canudo" e a certidão matrimonial. Mesmo tendo 1,76cm de altura, ficava sem graça com os 85 kgs que tinha. Como muitos gordinhos, tive vergonha de entrar numa academia. Então, comecei fazendo 01 hora de bicicleta todas as manhãs, pelas ruas do bairro onde moro. Com tempo, perdi peso e ganhei autoestima. As primeiras passadas vieram no inverno de 2009, numa velha esteira de academia. Foi paixão imediata. Desde lá, sigo correndo de três a quatro vezes na semana.

Se antes eu corria pra emagrecer, hoje eu emagreço para correr melhor. 

No final do ano passado, tinha escrito aqui no blog da vontade de perder mais uns dois quilinhos até o verão. De novembro pra cá, cuidei da alimentação (sem radicalismos), da qualidade do sono e da disciplina nos treinos. Neste sábado, conversei com a balança e perdi 3,9kg, ou seja, estou com 72,1kg. 
Não tenho hábito de fazer o antes e depois, mas vou ver se acho alguma foto nos arquivos pra vocês sentirem a evolução. ;)

Aproveitando o gancho, vim lançar um novo desafio aqui no blog, que se chama Projeto Correr de Top. A nomenclatura fala por si. O objetivo é conquistar a "barriga ideal" até janeiro de 2014.

Quem se anima comigo? Bora, gente!!


Forte abraço e bons km's!!

12 abril, 2013

Como tratar a lesão na virilha


A origem de uma lesão entre corredores pode variar muito. Seja pela ausência de descanso durante o treinamento, aumento demasiado no volume de treino, negligência no fortalecimento muscular ou meter uma sobrecarga de exercícios. O importante é correr das lesões e não com elas. Quem já esteve ou está no "estaleiro", sabe como é triste ficar fora da corrida.

Ao primeiro sinal de alerta do seu corpo é necessário parar e estudar a situação. Às vezes, as pessoas confundem dor muscular com lesão - principalmente os iniciantes na corrida. É preciso conhecer o seu corpo. Sentir. Se a dor for crônica, procure um especialista.

Faz pouco mais de um mês que tenho sentido uma dor "chatinha" na virilha após os treinos intervalados. Por serem treinos naturalmente mais fortes, meu corpo acaba sentindo a sobrecarga. No dia seguinte, o simples movimento de levantar da cama se torna um obstáculo. Aos poucos, o corpo vai aquecendo, o dia vai passando e a dor também. Mas, e se a dor voltar?? Eu não desejo correr assim...

Como disse no post anterior, entrei na academia e comecei os treinamentos de força para ver se reverto esta situação. Nada melhor do que curar uma lesão fazendo exercícios específicos. Alongar de maneira correta é essencial. Felizmente a maioria das lesões na virilha são problemas mecânicos que respondem bem à terapia manual e exercícios. No entanto, ainda é importante avaliar outras causas de dor na virilha (causas patológicas) ao invés de assumir que o problema é apenas uma distensão muscular simples. #ficadica

Localizei dois artigos muito bons que falam do tema. Ana Areas, acho que vai te ajudar também. ;)
O primeiro é do Álvaro Alaor Pilates, que traz muito bem explicado o que é, como tratar e evitar as lesões na virilha em atletas. E o segundo é da Clínica Deckers, que traz uma explicação mais breve e alguns exercícios práticos para fazer em casa. Confere aí:

O que é distensão da virilha?
Distensão é um estiramento ou ruptura de um músculo ou um tendão. Os músculos da virilha ajudam a fechar as pernas. Existem dois músculos que normalmente se lesionam quando ocorre uma distensão da virilha, o Adutor Magnus (corre para baixo pela parte interna da coxa) e o Sartório (começa na parte externa do quadril, cruza a coxa e conecta-se perto da parte interna do joelho). 

Como ocorre ?
Ocorre, com maior freqüência, durante corridas, saltos, arrancadas, viradas bruscas ou com a “abertura” excessiva da perna.


Quais os sintomas ?
Dor ao longo da parte interna da coxa ou na região da virilha ao juntar as pernas e, às vezes, ao elevar o joelho.


Exercícios de reabilitação da contusão ou distensão da virilha:
(retirados do site da Clínica Deckers)


Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico. O recomendado é que o paciente faça acompanhado de um fisioterapeuta. Os exercícios devem ter início após, aproximadamente, 2 semanas do começo da lesão, pois é nesse período que inicia a cicatrização. 

1 - Adução e alongamento do quadril:
Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e
os pés bem apoiados no solo.
Suavemente, afastar os joelhos um do outro, tencionando os músculos da parte interna das coxas.
Manter por 20 segundos e repetir 3 vezes.





2 - Alongamento na parede da musculatura isquitiobial:
Deitar de costas no chão, com as nádegas próximas ao batente de uma porta aberta, de forma que a perna sã fique totalmente estendida através dela.
A perna lesionada deve estar levantada e encostada contra a parede, de modo que o calcanhar descanse contra o batente.
Um alongamento muito forte será sentido, na parte posterior da sua coxa.
Manter por 60 segundos e repetir 3 vezes.


3 - Levantamento de perna deitado de lado:
A:
Deitar sobre o lado lesionado, com a perna de cima dobrada e o pé posicionado sobre o solo à frente da perna lesionada, que permanece estendida.
Elevar a perna lesionada, o mais que puder, mantendo os quadris firmes.
Manter 5 segundos e, lentamente, abaixar a perna.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

B:
Deitar sobre o lado não lesionado, contrair os músculos da frente da coxa da sua perna lesionada e levantá-la, uns dez centímetros acima da outra perna.
Manter a perna estendida.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.
Quando o levantamento de perna deitado de lado se tornar fácil, é hora de começar a fortalecer os músculos das suas coxas e virilha, fazendo o exercícios 4, com a faixa terapêutica (Thera-Band).




4 - Fortalecimento do quadril com resistência:
A: Flexão do quadril:
Amarrar o Thera Band (faixa terapêutica) no pé de uma cama.
Em pé, de costas para a cama, prender a faixa no tornozelo.
Levar a perna para frente, mantendo o joelho estendido e contraindo os músculos da parte da frente da coxa.
Sem inclinar o tronco para frente.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.


B - Extensão do quadril:
Ainda em pé, virar de frente para a cama e manter a faixa terapêutica (thera band) amarrada no seu tornozelo.
Levar a perna para trás, mantendo o joelho estendido, sem inclinar o tronco para frente.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.



C - Abdução do quadril:


Em pé, de lado para cama, com o lado não lesionado mais próximo dela.

Manter a faixa em volta do tornozelo da perna lesionada. 

Com a perna lesionada estendida, levá-la para longe da perna boa. Retornar à posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.


D - Adução do quadril:

Agora, com o lado não lesionado mais afastado da cama e a faixa envolta do tornozelo da perna lesionada.

Manter a perna lesionada com o joelho estendido e levá-la através do seu corpo, afastando-a da cama. Retornar a posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

Espero que o post tenha ajudado a esclarecer um pouco do assunto. Em breve, contarei as novidades da evolução do meu treinamento de força e consequentemente da lesão. 

Abraços a todos e bons km's!!!

09 abril, 2013

De volta à Academia



Tudo novo de novo!!  

Adoro esta expressão. Pra mim significa estar em constante movimento. Sempre evoluindo, reciclando. Pelo menos, esta é a ideia que tenho.
Desta vez a novidade é que voltei pra Academia. 

Percebi que precisava romper de vez a resistência com a musculação. Quem corre gosta de treinar na rua. Mas, é preciso reconhecer que um músculo fortalecido resulta em uma melhor postura. E com isso a biomecânica da corrida fica melhor, diminuindo assim o estresse muscular.
Como meu objetivo do ano é o sonhado sub25, sei que preciso trabalhar tudo a meu favor. Tenho cuidado da alimentação, focado nos treinos, respeitado os dias de descanso e agora me antenado para "força".

Recentemente, tenho sentido dores na virilha em função da carga dos treinos de qualidade (principalmente nos dias de fartlek). E conversando com uma amiga da equipe, que é fisioterapeuta, fui questionada de imediato se eu fazia musculação. Acenei que não e pronto. Estava ali a justificativa para as dores.

Esta semana me (re) matriculei na academia. Com isso, meus treinos semanais mudaram. 

SEG / QUA / SEX ou SAB = Corrida

TER / QUI = Musculação, 
que prefiro chamar de Força (soa mais simpático)


Na revista Contra Relógio, achei uma reportagem bem bacana que trás alguns exercícios para os corredores, que assim como eu sabem da importância deles, mas procuram sempre um circuito em versão mini. Confesso aqui, que meu tempo limite em frente aos aparelhos é de 30 minutos. Realmente não sou fã, mas prometo ter disciplina e passar dos três meses.

Clique na imagem para ampliar - Ilustração CR
OBSERVAÇÕES (da própria revista)

1) Os exercícios propostos (nos desenhos) representam o mínimo necessário, especialmente para corredores que não simpatizam muito com a musculação, mas reconhecem a necessidade de fazer. Portanto, são apenas duas séries de 8 exercícios que gastam somente 20 a 25 minutos.

2) Os exercícios para os braços e tronco devem ser pesados o suficiente para executar as séries de 10 a 12 repetições com certa dificuldade.

3) Para quem treina a musculação em dias separados da corrida, as repetições podem ser de 10 a 12 com peso considerado bom ou pesado para o corpo todo, exceto quando no dia anterior a corrida for forte, como competição, intervalado ou longo. Nesse caso para as pernas deve ser fraco.

4) Quem treina corrida e musculação no mesmo programa deve fazer pesado para braços e tronco e leve para as pernas, exceto quando a corrida é bem leve. Nesse caso a musculação para as pernas pode ser também mais pesada, conforme a opção do corredor e/ou treinador.

5) Os exercícios estão dispostos dois a dois para grupos musculares diferentes, para serem executados sem intervalos, otimizando o tempo gasto com a musculação. Assim o corredor executa os exercícios 1 e 2, repete, passa para o 3 e 4, repete e assim sucessivamente.

6) Para quem treina a musculação em dias separados, pode fazer um aquecimento de 10 minutos na esteira e terminar da mesma forma para aqueles quem vão para a academia de condução. Quem vai para a academia correndo já vai aquecido e volta desaquecendo.

7) Para quem treina musculação em dias separados da corrida, caso não goste ou se sinta cansado pode substituir a sexta-feira por um descanso e incluir uma corrida bem leve de 20 a 30 minutos no sábado.

Quem quiser, ler a reportagem na íntregra pode acessar aqui

É isso aí!

Forte abraço e bons treinos, turma!!!

01 março, 2013

Check up


Por hábito, todo mês de março agendo uma consulta com meu médico para exames de rotina. Aquele bom e velho "check up". Saber se os níveis de glicose, triglicerídeos, colesterol estão dentro da margem esperada. A cada ano marco ainda um exame ergoespirométrico para checar se está tudo ok com coração e se posso seguir firme nos treinamentos. Não é porque corremos, que devemos descuidar da saúde. Pelo contrário, perdemos muitos sais e vitaminas durante a prática esportiva. E ter um acompanhamento médico é sempre importante.

Podia dizer que estava me preparando para o calendário de provas deste ano, mas na verdade já corri três eventos este ano. E isso foi inédito para mim. Nos anos anteriores, a Meia Maratona Internacional de Florianópolis é quem sempre abria o meu calendário de provas. Mesmo assim, encaro este evento como um desafio. Gosto de testar meus treinos nesta importante competição.Então, porque não conferir se está tudo em dia com a saúde? Vou pedir exame para detectar ferro e outros sais. Tenho percebido um desgate grande nos treinos. E como não faço suplementação, talvez possa estar em baixa de algo.

Pensando nisso tudo, achei bem bacana e compartilho aqui a dica no blog do Wanderlei de Oliveira, da ESPN, - ele explica a importância de cada exame médico para treinar e competir na temporada de 2013. Confira:

Hemograma completo (mais glicose, ferritina, ácido úrico, colesterol e frações, urina tipo 1 e parasitológicos) - serve também para diagnosticar casos de colesterol alto, diabetes, anemias e outros problemas que precisem ser tratados antes de se submeter a qualquer esforço físico.

Teste de esforço (também chamado de potência aeróbia ou ergoespirométrico) - realizado em esteira ou bicicleta ergométrica, vai detectar se existe ou não alguma anomalia cardíaca durante o esforço físico e também vai indicar qual seu atual nível de condicionamento.

Check-up dentário - Ao se submeter ao programa de treinamento, você vai utilizar todas as suas reservas. Sendo assim, qualquer tipo de infecção, por menor que seja, pode ter seu quadro agravado.

Avaliação nutricional - Checar os hábitos alimentares e adequá-los às novas necessidades calóricas impostas pela carga e volume de treinamento são providências mais do que bem-vindas. Além disso, se você estiver com um índice de gordura mais alto do que o normal para a prática da corrida é importante seguir uma dieta.

Avaliação ortopédica - Dor ciática, anormalidades na coluna, obesidade, má postura, lesões antigas nos meniscos ou nos ligamentos ou até mesmo um formigamento são algumas pistas que podem levar o ortopedista a detectar problemas que podem se agravar quando colocados à prova.

Era isso, gente.
Forte abraço a todos e bons treinos!!

22 outubro, 2012

A barrinha certa para o seu treino


Com meu projeto verão 2013, acabei mudando minha alimentação. Estou tendo o cuidado de não comer doces (principalmente a noite), nem frituras e refrigerantes. Nesta atual fase de manter o equilíbrio entre os carboidratos e proteínas, acabei descobrindo os prazeres das barrinhas de frutas. Sei de muita gente que torce o nariz quando fala-se em barrinhas. Tem uma ideia pré formada de que o produto é meio sem graça, não satisfaz e até parece sem gosto. Se você compartilha dessa opinião, posso te dizer que não é bem assim. Existem sim produtos bem atrativos ao paladar e são excelentes fontes de energia antes do treino. Até mês passado, eu só conhecia a barra Supino de banana e ameixa, que eu acho uma delícia (a melhor da linha supino). Mas, indo nas seções de naturais do supermercado achei as barras de frutas da nutrimental. 
Gente, não é propaganda não, é que simplesmente achei o lanche ideal para as tardes no trabalho. Indico a barrinha de coco Nutry.  Ela é feita de cereais integrais e tem uma fina cobertura de chocolate (79 calorias). As barras de frutas ainda podem ser encontradas dos sabores: Castanha-do-pará com Cupuaçu, Ameixa Light, Banana Light, e Laranja Light.
Uma outra sugestão de lanche entre as refeições é a barra de cereal da Nestlé. Eu sou fã daquelas sem chocolates e prefiro as cítricas. Minha dica é a de laranja ou frutas tropicais (esta última tem apenas 62cal).
O legal é que fácil de carregar na bolsa e você pode comer em qualquer lugar. O único problema é saber escolher qual barrinha ideal para cada momento, ou seja, qual comer antes, durante ou após o exercício. Foi então que lembrei de uma matéria bem legal da Runners (http://runnersworld.abril.com.br/materias/barrinhas/), onde cita cada tipo de produto, quando comer e quais cuidados devemos ter ao ingerí-la. Confere aí abaixo:
De fruta
Fabricadas à base de frutas secas e compactadas. A mais conhecida é a bananinha.

Vantagens: ajudam a atingir a meta de ingestão diária de frutas (cinco porções). De acordo com o American Institute for Cancer Research, essa quantidade contempla vitaminas necessárias ao corpo e reduz em até 32% a incidência de câncer.


Ideal para... abastecer antes de treinos leves, de menos de uma hora.


Alerta: Muitas têm adição de açúcar e chocolate, portanto, fique atento ao rótulo. "Quem está cuidando do peso deve preferir as naturais", afirma Suzana.

Algumas opções salada de Frutas Levittá (58 kcal), Supino light Banana e Fibras (59 kcal) e Nutry light Ameixa com Banana (71 kcal).

De cereais

Feitas à base de mix de cereais, como aveia, linhaça e flocos de arroz.

Vantagens: costumam ter a quantidade ideal de calorias e carboidratos para treinos de até uma hora. Algumas possuem alto teor de fibras, que ajudam na sensação de saciedade.


Ideal para... combustível suficiente para corridas de até 1 hora.


Alerta: algumas pessoas têm desconforto gástrico ao consumir barrinhas antes do treino (pelo teor de fibras). Faça o teste e veja como seu organismo reage.

Algumas opções Neston light banana com chocolate (83 kcal), Nature Valley Granola, Amêndoas e Uvas-passas ( 91 kcal) e Trio Light Castanha e Avelã com chocolate (100 kcal).

Proteicas

Trazem grande concentração de proteína na composição, além de carboidrato. "Algumas apresentam quantidades consideráveis de chocolate e gordura para disfarçar o gosto residual de proteína", explica Suzana.

Vantagens: sua composição é tão completa quanto um lanche. A quantidade de proteína equivale a um ovo cozido ou meio bife pequeno e a de carboidrato é muitas vezes até maior que a das barras de cereais. Promove a recuperação muscular pós-treino.


Ideal para... corredores que treinam pesado por mais de duas horas e precisam repor nutrientes essenciais (como proteínas) para reparar as fibras musculares. O ideal é ingerir a barra até uma hora após a corrida.


Alerta: se preferir consumir a barra antes da corrida, faça isso duas horas antes. Como a proteína é um nutriente de digestão lenta, você pode ter algum desconforto. Se você treina pesado, não substitua refeições inteiras pela barrinha: ela não contém nutrientes essenciais para você, como ferro e zinco.

Algumas opções Protein Bar AGE Outside NutriLatina (190 kcal), Cream Crunch Bar Pró Premium-Line (220 kcal) e Myoplex Carb Sense (260 kcal).

Energéticas

Possuem altas concentrações de carboidrato e também boas doses de proteína, açúcar e gordura.

Vantagens: é uma injeção de carboidrato na veia. Garantia de que o organismo não vá buscar a glicose dos músculos.


Ideal para... maratonistas ou atletas de alta performance, que precisam de suporte para atingir a quantidade de calorias e nutrientes ingeridos diariamente e que geralmente consomem antes de treinos e provas.


Alerta: são verdadeiras bombas calóricas provenientes basicamente de carboidrato. Se não estiver treinando intensamente, passe longe.

Algumas opções Mega Gym PowerFit Energy Bar Nutrilatina (150 kcal) e PowerBar Performance (240 kcal)

05 outubro, 2012

2° Treino Aberto da CrossFit Floripa

Pra você que mora em Florianópolis e está afim de variar o treino, este sábado tem crossfit no Parque de Coqueiros. A atividade é uma realização da CrossFit Floripa, do coach Luciano Caetano Abel, e está marcada para às 10 horas da manhã. O evento é aberto ao público e sem custo algum. Se chover, o evento está automaticamente cancelado. Na dúvida, pode ligar neste número antes de sair de casa ==> 48 9115-2885.
Em fevereiro, fiz um post onde repasso os benefícios deste treinamento funcional para nós corredores. Ideal para ganho de força e velocidade. Quer saber mais, clique aqui.
Coach - Luciano Abel fez a sua graduação de treinador da CrossFit em janeiro desse ano, e desde fevereiro já vem aplicando a metodologia entre os seus alunos em Florianópolis. Atualmente, o espaço da Academia está dividido entre máquinas de musculação e CrossFit.

A CrossFit Floripa é oficialmente a primeira CrossFit da região Sul do Brasil afiliada a CrossFit matriz.Isso a qualifica para oferecer o treinamento funcional específico. A academia está sediada na Rua Lauro Linhares, 1250 (anexo ao Clube Barriga Verde dos Oficiais da Polícia Militar), no Bairro Trindade e vem sofrendo constantes adaptações da estrutura para atender os praticantes e oferecer ótimas condições de treino de CrossFit. E o mais importante, já possui um grande grupo de pessoas treinando, tanto no atual espaço físico quanto nos eventos ao ar livre.

Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais das técnicas utilizadas, pode fazer um aula experimental na academia, ir nos treinos abertos, ou ainda visitar a página e perfil da CrossFit Floripa no Facebook:

Página: http://www.facebook.com/pages/CrossFit-Floripa/406894006025997?ref=hl

Grupo: http://www.facebook.com/groups/137804253019359/?bookmark_t=group













Forte abraço e bons treinos!!

01 outubro, 2012

Vale quanto pesa


Chegou o mês de outubro e com ele o último trimestre do ano. Quem é mulher, sabe que chegada a época mais quente do ano fica difícil não associar à praia, biquíni e maiô. E em busca de melhor qualidade de vida, autoestima e o corpo ideal, me lanço oficialmente no #projetoverão2013. Meu objetivo é perder a gordura abdominal e com ela uns dois quilos (só!!?). Vou me pesar na data de hoje e colocar aqui pra vocês como forma de me incentivar a persistir neste cuidado com a balança.
Normalmente corredores são mais magros que atletas de outras modalidades. Corredores homens possuem uma porcentagem média de gordura corporal ainda menor do que as mulheres. Cerca de 3,3% (homens) para 17,3% (mulheres) desta gordura. Por via de regra, as pernas (com porcentuais menores de gordura) facilitam melhor desempenho na corrida. E isso justifica o porque, de quando emagrecemos, nos sintimos mais leves e dispostos a correr mais e melhor.
Existem duas linhas de gordura, a gordura essencial situada nos órgãos vitais como músculos, e tecidos do nosso sistema nervoso e a gordura de armazenamento que fica restrita ao tecido adiposo e concentra-se nos quadris e abdômen dos homens e nas nádegas das mulheres, esta gordura situa-se sob a pele e é uma reserva de energia.
A quantidade de gordura essencial não varia da pessoa que corre para aquela que não corre, entretanto os corredores possuem uma quantidade mínima de gordura de armazenamento, que acaba sendo "queimada" com treinamento. O segredo para perda de peso através da corrida é fazer treino de baixa intensidade em distâncias maiores. Em uma corrida intensa de 8 a 12 km, o corredor atinge 80% a 85% do seu VO2 máximo e apenas 1/3 desta energia proveniente da gordura é despendida, pois o glicogênio muscular fornece parte da energia solicitada pelo esforço.
O nível de gordura fica elevado quando nos alimentamos em excesso e não fazemos atividades físicas. Além do ganho de performance, outra grande vantagem de diminuir o peso através da corrida e da caminhada é a de evitar alterações de pressão arterial, diabetes, problemas musculares e ósseos. 
Quando o objetivo é diminuir o peso é primordial pensar na queima de calorias pela atividade física e o controle da ingestão de alimentos. Mas, atenção; pessoas sedentárias e com sobrepeso não devem iniciar qualquer atividade física sem consultar um médico da área esportiva.

Fonte: Texto adaptado do site Copacabana Runners

28 agosto, 2012

E você, correria com febre?

Correr é bom, mas doente não. Ontem acordei mal e só depois de algumas horas é que percebi que estava ardendo em febre. O termômetro marcava 38,5ºC. Pela minha planilha era day-off, o que me tranquilizou. Mas mesmo se fosse dia de corrida, confesso que exitaria em sair para correr. E você, treinaria mesmo assim?

Tem um texto ótimo do Danilo Balu, que foi publicado faz tempo pelo colunista Rodolfo Lucenha, no site da Folha de São Paulo.

Você já se sentiu culpado por ter deixado de treinar por causa de uma gripe ou febre? Ou já se perguntou se pode ou não treinar quando um resfriado parece não deixá-lo 100% para um esforço maior?
Nosso organismo não é uma ciência exata. A programação da nossa rotina física, por mais detalhada que seja, não afasta por completo esse imprevisto que é ser acometido de pequenos distúrbios respiratórios _ainda mais no clima que vivemos. E, quando eles vêm, para minimizar as perdas, como devemos agir?
A coisa é bem mais simples do que parece!
No caso de febre, por mais leve que ela seja, a recomendação unânime é a que, por ser um problema que exige mais tempo de recuperação e por acarretar um desconforto maior, deveríamos deixar de lado o treino (seja forte, fraco ou competição). A regra é descansar e ir tomar o medicamento receitado pelo médico. Uma atividade só agravaria o problema e te afastaria por mais tempo ainda.
Para gripes e resfriados, funciona muito bem uma pequena regra. Se os sintomas só se fazem sentir acima do pescoço (coriza, nariz entupido, rouquidão...), você pode optar por uma atividade fazendo de seu treino uma atividade mais leve. Caso os sintomas apareçam também abaixo do pescoço (dores, peito "chiando", cansaço...), a recomendação é a de não realizar atividade alguma!
O importante é saber que isso geralmente ocorre quando há uma queda em nosso sistema imunológico. Se você decidir correr, faça-o com menor intensidade! No caso da febre, correr implica uma maior carga em um sistema já debilitado. Você reduz as condições para uma boa recuperação se submete o sistema a um estresse maior.
Se no dia você teria uma competição, por mais doloroso que isso seja, o melhor é abrir mão. Uma pena, mas acontece. Dando condições ao seu corpo de se recuperar, você poderá correr muitas outras vezes. E melhor."

Danilo Balu é Bacharel em Esporte e corredor há mais de 20 anos. Trabalha com Marketing Esportivo. A corrida é terapia, é lazer, trabalho, hobby e objeto de estudo e leitura. Possui a coluna Blog Recorrido, na revista Contra Relógio.

21 agosto, 2012

O primeiro passo

"Dá gosto ver tanta gente se exercitando". Foi esta frase que ficou martelando na minha cabeça, assim que cheguei do treino de ontem. A avenida estava repleta de esportistas: corredores, caminhantes, ciclistas e skatistas. Confesso que deu trabalho desviar de tanta gente que tinha, mas foi gostoso sentir aquela vibe.
Entre os corredores, percebi vários tipos: aqueles que tem assessoria esportiva, os que correm em grupo, os que cantam enquanto correm, triatletas, iniciantes e tantos outros. Queria destacar os Iniciantes. Talvez tenha sido o calor atípico que vem fazendo em pleno mês de agosto. Mas muita gente tem se motivado a dar seus primeiros passos na corrida.

Dar início a qualquer tipo de atividade nem sempre é uma tarefa fácil. Novos corredores muitas vezes tentam correr por longas distâncias ou rápido demais. Principalmente quando se juntam a um grupo de corrida e sentem que devem manter o mesmo ritmo dos corredores mais experientes. O risco de lesão ou ficar doente é grande. 
Achei uma matéria bem bacana da Revista W Run que fala sobre o assunto e decidi listar os (...)

Quatro passos para começar a correr

1º Passo - Consulte um especialista
Antes de iniciar uma atividade física como corrida procure seu médico e faça uma avaliação. É extremamente importante procurar um médico para ele poder lhe avaliar e garantir que você está apto para correr sem ter problemas de saúde. A atividade física tem que vir para melhorar sua saúde, e é o médico quem poderá lhe garantir isso.

2º Passo - Use roupas apropriadas
Para correr basta ter um tênis e um calção, no entanto existem itens do vestuário próprios para corrida. Material dry fit (não absorve o suor) e ainda tênis com maior amortecimento.  Não precisa ser nenhum tênis de R$ 600, lançamento da marca xis. Hoje, com R$ 150 você compra um super bom.

3º Passo -  Siga uma planilha de acordo com seu estágio atual
Não adianta querer fazer igual ao seu amigo corredor, o início precisa e deve ter caminhada. Mesmo que você estiver em forma, o ideal é apenas caminhar durante as duas primeiras semanas. Embora possa parecer chato, se você não fizer isso terá grandes chances de adquirir uma lesão no terceiro mês de treinamento. Após este passo, alterne corrida com caminhada. E aos poucos inclua maior rodagem na planilha.

4º Passo -Assista a uma prova
Antes mesmo de se inscrever num evento de corrida de rua, vá até lá e sinta o clima entre a organização e os corredores. A motivação vai ser um gás extra para te manter nos treinos. E quando se sentir confiante, inscreva-se numa rústica.

Sua primeira planilha

A planilha abaixo foi retirada do site da PodCorrer contendo nove semanas de treinamento. Anime-se e saia correndo.
Semana Treino 1 Treino 2 Treino 3
1 Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Alterne 60 segundos de corrida e 90 segundos de caminhada, até totalizar 20 minutos. Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Alterne 60 segundos de corrida e 90 segundos de caminhada, até totalizar 20 minutos. Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Alterne 60 segundos de corrida e 90 segundos de caminhada, até totalizar 20 minutos.
2 Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Alterne 90 segundos de corrida e 2 minutos de caminhada, até totalizar 20 minutos. Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Alterne 90 segundos de corrida e 2 minutos de caminhada, até totalizar 20 minutos. Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Alterne 90 segundos de corrida e 2 minutos de caminhada, até totalizar 20 minutos.
3 Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Depois faça 2 repetições do ciclo abaixo:
  • corrida por 90 segundos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 3 minutos
Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Depois faça 2 repetições do ciclo abaixo:
  • corrida por 90 segundos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 3 minutos
Aquecimento: caminhada de 5 minutos. Depois faça 2 repetições do ciclo abaixo:
  • corrida por 90 segundos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 3 minutos
4 Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois:
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 5 minutos
  • caminhada por 2 minutos e 30 segundos
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 5 minutos
Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois:
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 5 minutos
  • caminhada por 2 minutos e 30 segundos
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 5 minutos
Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois:
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 5 minutos
  • caminhada por 2 minutos e 30 segundos
  • corrida por 3 minutos
  • caminhada por 90 segundos
  • corrida por 5 minutos
5 Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois:
  • corrida por 5 minutos
  • caminhada por 3 minutos
  • corrida por 5 minutos
  • caminhada por 3 minutos
  • corrida por 5 minutos
Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois:
  • corrida por 8 minutos
  • caminhada por 5 minutos
  • corrida por 8 minutos
Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corra por 20 minutos sem caminhar.
6 Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois:
  • corrida por 5 minutos
  • caminhada por 3 minutos
  • corrida por 8 minutos
  • caminhada por 3 minutos
  • corrida por 5 minutos
Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois:
  • corrida por 10 minutos
  • caminhada por 3 minutos
  • corrida por 10 minutos
Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corra por 25 minutos sem caminhar.
7 Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 25 minutos sem caminhar. Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 25 minutos sem caminhar. Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 25 minutos sem caminhar.
8 Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 28 minutos sem caminhar. Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 28 minutos sem caminhar. Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 28 minutos sem caminhar.
9 Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 30 minutos. Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 30 minutos. O último treino! PARABÉNS! Aquecimento de 5 minutos caminhando e depois corrida por 30 minutos. A esta altura você já deve estar correndo 5 Km sem parar!!

02 agosto, 2012

Benefícios da acupuntura para o corredor

Esta semana troquei o treino de corrida pela acupuntura. Tenho uma amiga especialista no assunto, que se prontificou a aplicar as agulhas e me ajudar no tratamento das minhas crises menstruais. A intenção é minimizar o desconforto que passo todos os meses. E recomendo a vocês. Para aqueles que conhecem a Claudinha, ela tem uma mão de ouro!!

Buscando mais informações sobre a prática chinesa, descobri que a acupuntura é bastante eficaz no tratamento de enxaquecas, tensão pré-menstrual, osteoporose, joelhos, dor cervical, dorsalgia, ciáticas, tendinites, gastrites e principalmente no tratamento da dor.

Achei uma entrevista no programa OxigênioTv com médico acupunturista Dr. Liaw Chao que fala sobre os benefícios da Acupuntura para nós corredores. Vale assistir!!



Um abraço e bons treinos!!

23 julho, 2012

Tomar Leite faz bem

Não é de hoje que percebo um leve desconforto enquanto corro, logo após consumir uma xícara de leite. Seja o leite misturado com café ou mesmo com achocolatado. Percebi que preciso de pelo menos um intervalo de duas horas para não ter inchaço abdominal ou mesmo a sensação de arroto na corrida. Na viagem deste final de semana tive a oportunidade de consumir leite de baixa lactose. Notei como me senti mais leve. Corri uma hora depois do café da manhã e estava ótima.

A bebida de baixa lactose é o leite de vaca comum, porém passa por um processo de ‘quebra’da lactose em dois outros açúcares (glicose e galactose) de mais fácil digestão, os quais podem ser consumidos por pessoas que têm intolerância à lactose. Diante da experiência, decidi que vou consumir apenas este tipo de leite nas próximas semanas. Vou observar se o mal-estar desaparece durante os treinos. Localizei uma reportagem na O2 por minuto que fala das propriedades do leite com a corrida e indica quando devemos beber leite. Fica a dica de leitura.

Antes ou depois do treino?Pela dificuldade na digestão, o corredor deve preferir o consumo do leite após o treino. “Mas, mesmo assim, o consumo de uma xícara de chá de leite desnatado duas horas antes do treino não atrapalha a performance. Além disso, o corredor deve priorizar o consumo do leite em sua versão desnatada no dia anterior ao exercício e nas refeições após o treino também”, diz Paula Crook, nutricionista da Patrícia Bertolucci Consultoria em Nutrição, e ainda ressalta que, após a corrida, é preciso consumir carboidrato presente nos pães, biscoitos, arroz, macarrão, bebidas isotônicas e géis de carboidrato. O leite não substitui este nutriente.

Um estudo, publicado na American Journal of Clinical Nutrition, analisou a formação de massa muscular de atletas homens que consumiram leite ou uma bebida à base de soja logo após o treinamento de musculação. As duas bebidas possuíam 18 g de proteína, e o leite promoveu formação de massa muscular maior do que da bebida à base de proteína de soja.  “O que o estudo quer dizer é que as proteínas presentes no leite são digeridas rapidamente e podem estimular a hipertrofia muscular, ou seja, o ganho de massa. Em contrapartida, a caseína, um tipo de proteína, também presente no leite, é de lenta digestão e parece não exercer efeito na hipertrofia muscular, mas pode auxiliar na prevenção de perda de massa muscular”, complementa Cibele Crispim, nutricionista da RGNutri Consultoria Nutricional.

*** 

Gente, volte para acrescentar uma informação.
Me consultei ontem com endocrinologista que me orientou a trocar o leite comum (integral/semi/desnatado) pelo leite sem lactose. Mesmo que eu não seja diabética (e tenha dificuldade para digerir) ou intolerante a lactose, a indicação do leite é porque ele é mais saudável e mantém as propriedades para dieta alimentar diária. Mas a dica de tomar depois da corrida fica valendo. Antes, só se for com horas de antecedência. 
Forte abraço e boas corridas!! 

02 julho, 2012

De pé para cima

Hoje faz cinco dias que estou sem correr. Já foram quatro longos dias. Quando a gente acostuma com a rotina da corrida, ficar um dia sem por o tênis, pesa. Fica a sensação de descaso com exercício. E não é por falta de vontade que não saí correndo. Foi uma lesão no dedo do pé. Um acidente doméstico tolo causou um estiramento muscular. Felizmente não é nenhuma quebra de osso. Mas o pé inchou, ficou roxo e sensível ao tênis. Apliquei gelo, biofenac e fiz uma imobilização com esperadrapo. Decidi ficar de molho por pelo menos sete dias, para garantir uma boa recuperação. Enquanto isso, estou de pé pra cima acompanhando os treinos da turma da meia maratona do rio. Boa prova aos amigos!!

19 abril, 2012

Day-off

Esta semana não foi de treino. A cabeça até pediu, mas o corpo não respondeu. É que, infelizmente, como toda mulher fiquei naqueles dias. Não é fácil pra mulherada passar por todo este desconforto todo santo mês. Meu ciclo menstrual é religiosamente de 28 dias e traz consigo cólica, dor de cabeça e dores nas pernas. No terceiro dia é que me sinto melhor para dar uma corrida leve. E não é drama não...

A notícia boa é que tenho prova neste sábado e pra quem não sabe, a pós-tpm (chamada de período folicular) é a melhor fase para a corredora garantir um bom desempenho na corrida, pois há uma diminuição da retenção de líquido e maior consumo de oxigênio. E na prática, pelo menos pra mim, é uma grande verdade. Me sinto super disposta para correr.

Tem uma matéria da Revista O2 que traz exatamente isso que eu estou dizendo. Acesse aqui e confira!

12 abril, 2012

TÊNIS IDEAL

Percebi somente depois de comprar meu terceiro tênis de corrida, que o modelo da mizuno que eu usava a cada treino me rendia uma lesão chamada de "tendinite tibial". Uma dorzinha chata nas canelas que crescia a cada passada da corrida. Reduzindo ou aumentando o ritmo, ela continuava ali. A questão do mizuno não é a marca, mas sim o modelo de tênis que não é feito para o meu pé. Minha pisada é neutra levemente pronada, e o modelo da marca em questão é supinado. Claro, que ia sentir alguma coisa. Nesse caso, desfavorável para mim.



Ainda bem que percebi isso a tempo de não agravar a lesão e reduzi meu tênis a categoria de passeio. Hoje uso dois asics: um mais em treinos de pista e outro em terreno acidentado (terra. areia etc).

Bem, voltando ao assunto, a Procorrer lançou um hotsite específico para encontrar o tênis ideal conforme as nossas características, garantindo maior conforto e desempenho nas provas. Fiz o teste e gostei. Caso queira fazer também, o link é este aqui.

11 abril, 2012

SQUEEZE - BPA FREE (saúde pública)


Gente, estou para falar de um assunto referente ao squeeze que usamos no nosso dia a dia faz semanas. Vocês sabiam que todos nós podemos estar expostos a substâncias que, silenciosamente, comprometem o funcionamento do nosso organismo, em especial dos nossos hormônios? Essas substâncias são chamadas de desreguladores endócrinos. Um contato contínuo e prolongado com elas pode ter impacto negativo na nossa saúde em várias etapas da vida: no desenvolvimento do feto, no crescimento das crianças e adolescentes, na saúde reprodutiva das mulheres e dos homens e até mesmo aumentar o risco das pessoas desenvolverem doenças graves, como alguns tipos de câncer.

Baseados no princípio de precaução, os médicos endocrinologistas que integram o GTDE (Grupo de Trabalho em Desreguladores Endócrinos) e que estão à frente da Campanha “Diga não ao bisfenol A, a vida não tem plano B”, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), defendem a proibição da comercialização de embalagens plásticas que contenham em sua composição o bisfenol A (BPA).

“A exemplo do que presenciamos com relação às mamadeiras e produtos infantis feitos à base de policarbonato, proibidas de serem comercializadas desde janeiro deste ano pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), consideramos que o uso dos demais produtos e embalagens, especialmente aquelas que acondicionam alimentos e que entram em contato diretamente com o organismo humano, devam ser evitadas, uma vez que há evidências de que tal substância possa afetar o desenvolvimento neurológico e sistema reprodutor, podendo causar doenças crônicas como o diabetes, infertilidade, câncer”, informa a Dra. Elaine Frade Costa, coordenadora do GTDE.

Alguns produtos já podem ser encontrados no comércio de Santa Catarina livre de BPA. Como é o caso deste squeeze esportivo. Saiba dos riscos de consumir alimentos em embalagens plásticas que contenham em sua composição o bisfenol A. Clique aqui

10 abril, 2012

Corrida: Mulheres devem ter cuidados especiais

* Por Fabiana Coletta

Não são apenas os joelhos ou tornozelos que sofrem com o impacto da corrida. Muitas mulheres se queixam também das dores nas mamas depois de uma sessão de treino. O incômodo muitas vezes é causado pela falta de ajuste na sustentação das mamas, e pode ser prejudicial à saúde.

O exercício repetitivo, aliado à ação da gravidade e ao impacto que exerce no corpo podem ser responsáveis pelo rompimento de algumas fibras das mamas, causando dor e flacidez.

A solução para esse problema é tão simples que chega a ser óbvia, porém não menos importante: optar por tops esportivos que proporcionem sustentação eficaz. É importante ressaltar que sutiãs não são indicados.

O mesmo vale para as nádegas, que são pouco lembradas nessas horas, já que também possuem fibras que podem ser rompidas caso se use uma roupa pouco apropriada para a prática esportiva.

O ideal nessas situações, como orienta Sílvia Casseb, médica ginecologista do Setor de Ginecologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), é utilizar um top de boa sustentação e lembrar-se de proteger também as nádegas, com um short mais apertado. “O mesmo cuidado com a mama tem que ser feito com a nádega”, aponta Silvia.

É o caso dos shorts "molinhos", que são comuns para a corrida. “Não que ele não deva ser usado, mas, por baixo, é interessante colocar outro short mais justo para melhor compressão”, o que evita os danos às fibras musculares, explica a doutora.

Mulheres com mamas mais volumosas ou mesmo com próteses podem ter um pouco de dificuldade de encontrar tops adequados. Às vezes, os mais apertados podem dar a sensação de nem conseguir respirar. A dica nesses casos é usar dois tops sobrepostos, que juntos serão eficazes para sustentar corretamente as mamas. Sentir-se confortável é condição indispensável para correr sem maiores transtornos ou dores.

Fonte: site Webrun
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