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13 abril, 2015

Menos glamour, mais suor.




Sempre fui avessa aos treinos em academia. Nem tanto pela mecânica do exercício, e sim pelo olhar de julgamento de quem lá está. Tem quem esteja fazendo seu treino, mas tem aqueles que fazem do ambiente um clube e arbitrariamente eles te incluem ou não nele. 

A verdade é que somente depois de perder alguns quilos  é que tomei coragem de entrar na academia. Por diversas vezes me senti meio deslocada e sem jeito. A vontade de superar meus limites é que me fez continuar e foi quando encontrei a corrida e fiz dela a minha prática esportiva e caminho para qualidade de vida. 


Pensando em retratar exatamente esta ideia, a Nike acaba de lançar sua mais nova campanha "Better for this". A aposta é alcançar o público feminino e apresentar o universo de questionamentos que passam pela cabeça da mulher durante o exercício, provando que nada é fácil e pode sim ser superado. O video da peça publicitária foi lançado ontem durante o intervalo do MTV Movie Awards e infelizmente está apenas em inglês, mas já dá para se ter uma ideia. 

Forte abraço e bons treinos!

Obs: Foi divulgado o video em português. Clique aqui

21 junho, 2013

Incontinência Urinária e a Corrida


O assunto é mais comum do que se imagina. Contudo, a questão acaba sendo "maquiada" pelo tal constrangimento de falar com seu treinador, com médico ou colega de treino. O alto impacto da corrida  pode sobrecarregar a musculatura do assoalho pélvico, o grupo de músculos que sustenta a parte baixa do abdome e acaba acontecendo a incontinência.
Tenho uma amiga corredora, que me relatou que passou pela situação, mais de uma vez em provas. Ela já é mãe e segundo os especialistas, mulheres pós parto são mais susceptíveis a ter o problema. A notícia boa é que tem tratamento. A dica é fazer exercícios de contração, similar quando se quer segurar a urina.

Achei uma reportagem bem bacana que fala sobre a incontinência e os corredores, publicada no portal O2 por minuto. Separei alguns trechos para compartilhar aqui. Confira:

A perda involuntária de urina, problema conhecido como incontinência urinária, é considerada comum entre as chamadas mulheres que já fizeram dois ou mais partos, que retiraram o útero ou que se encontram no período da pós-menopausa. Porém, em mulheres que praticam algum tipo de atividade física de alto impacto, como é a corrida, é possível que o problema ocorra até nas corredoras mais jovens. 

Por ser uma atividade de médio a alto impacto, a corrida também contribui em alguns casos para a incontinência, dependendo da carga de treino da mulher. O que muitas corredoras não sabem é que o distúrbio pode ser tratado. Há uma série de exercícios fisioterápicos que “preparam” a musculatura pélvica para o impacto da corrida. 

Segundo o urologista Flávio Trigo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ao correr, a região da pélvis é altamente solicitada, fazendo com que toda essa região “vibre” bastante. Assim, se a musculatura pélvica não estiver forte o suficiente, ela não aguenta a pressão da urina na bexiga. Esse tipo de incontinência é conhecido como “incontinência por esforço”. 

A fisioterapeuta Laura Grechi Della Negra, especialista disfunções do assoalho pélvico pela Unifesp, explica que a avaliação é simples. “A primeira coisa a se fazer é avaliar em que estado está a força do assoalho pélvico. Acompanho as atletas na esteira e fazemos os exercícios de contração da musculatura”, diz.

Segundo Laura, o tratamento varia conforme o estado da musculatura feminina: “Os primeiros exercícios são de contração, ou seja, simular o esforço feito para segurar a urina e as fezes pela vagina e ânus, ‘puxando para dentro’. Se for necessário, fazemos um eletro-estimulação, que é uma sonda intravaginal, que ajuda a contração. Ou ainda pode ser feito o uso de cones vaginais, que são como absorventes internos, porém com pesos, para que se possa exercitar a musculatura.” 

Um bom motivo para se tratar é que um problema dessa dimensão tende a piorar a performance. “A queda de rendimento é inevitável, pois ao perder urina durante a corrida, perde-se também a concentração e desempenho da corredora”, conclui Laura. 

Doutora em ciência da saúde pela Unifesp, a ginecologista Maíta Poli de Araújo desenvolve um programa de tratamento de atletas mulheres que sofrem do problema. “O objetivo do meu trabalho é alertar treinadores e preparadores físicos da importância do exercício direcionado ao assoalho pélvico, juntamente com o aquecimento, antes de correr”, diz.

Maíta dá mais uma dica para a prevenção da incontinência: “Realizar o treinamento em gramado ou terreno aclive diminui o impacto na musculatura”. Se a atleta perde urina com frequência, o ideal é a interrupção da prática do exercício durante o tratamento. “Depois, o recomendado é que a atleta retorne às atividades, começando por um esporte de baixo impacto”, sugere. Nos esportes de baixo risco se enquadram a natação, ciclismo e remo, por exemplo. Cirurgia só em casos extremos. Assim, aos poucos, a atleta pode voltar às atividades esportivas. 

Quem quiser ler a matéria na íntegra, clique aqui

Forte abraço e bons km's!!

10 maio, 2012

A Corrida é delas


Ontem, aproveitei a temperatura agradável e fui dar um treino à noite. Saí já era passado da casa das oito, quase horário da novela. Queria ter estreado meu manguito, mas ainda não está frio suficiente (Floripa está com famoso "veranico de maio").
Logo, no primeiro quilômetro cruzei com um corredor. Pensei, "esse pessoal tem mesmo disciplina" - principalmente depois de um dia de trabalho. Para minha surpresa, este foi o único corredor que vi. Depois, só passei por mulheres. Isso mesmo. E foram muitas. Tinha de todos os tipos, aquelas que passam trotando, as que passam em dupla, que correm ouvindo música, que disparam (que pace é esse?!!). Aquela que parece sua prima, sua tia e até sua vó. De todas as idades.
Então lembrei do que a Juliana Dias (corredora do blog Correr Vicia) me contou. O número de concluintes na Meia Maratona de Nova Iorque este ano foi superior no feminino do que no masculino. Aliás, nas provas lá fora isso não é mais novidade. Na prova da Disney do ano passado mais de 56% do total de participantes eram mulheres.
Aqui (Brasil), o crescimento das corridas de rua continua acelerado e apresenta expressivo aumento na participação das mulheres. Segundo levantamento do Departamento de Corridas de Rua da Federação Paulista de Atletismo (FPA), nos últimos 5 anos o número de mulheres participantes de eventos do gênero subiu 101,86%, de 69.070 em 2007 para 139.427 em 2011. Os números são divulgados anualmente. 
Seja de maneira amadora ou competindo em provas oficiais, pela saúde, pelos benefícios sociais ou estéticos, o que se sabe é que as mulheres estão correndo. Me desculpem os homens, mas a corrida é delas.

03 dezembro, 2010

CORRIDA vs TPM


Toda mulher sofre com a Tensão Pré-Menstrual (TPM). Umas sentem mais, outras menos. Tem mulher que nem sabe que está de tpm e aquelas que todo mundo a sua volta sabe. :/ Percebi, que mesmo que não seja intencional, os sintomas da tpm afetam a performance na corrida. Nos dias de treino, o inchaço do corpo e as dores no peito fazem com que o rendimento caia sensivelmente. Parece que existem duas bolas de aço, uma em cada perna. 

Com tempo, aprendi alguns macetes para não ficar fora da pista. Nos famosos dias vermelhos do calendário, aproveito para fazer uma corrida leve de 20 a 40 minutos (treino regenerativo) ou mesmo um treino de fortalecimento muscular, na academia. É garantia de endorfina e satisfação de cumprir a planilha de treinamento.

Está comprovado que atividade física e tpm podem caminhar (ou neste caso, correr) juntas. A mulher precisa ter a consciência de que menstruação não é doença. E que, levando em conta alguns cuidados, é possível praticar exercício, sim. Mas cuidado, correr só por correr não é indicado. Os especialistas alertam para perceber o seu corpo e os seus limites. Se a cólica ou indisposição menstrual for muito forte, vale mais aproveitar estes dias para descansar e voltar aos poucos aos treinos. Persistindo as dores, meu conselho fazer uma visita ao médico.

Forte abraço e bons km's!
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