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22 agosto, 2014

Tudo em alta



Sob a supervisão da fisioterapeuta, esta semana corri 3 km. Foi um misto de emoções; alegria, euforia, medo, tensão... Mas que, no fim, resultou em muita endorfina. O treino teste foi na última terça-feira. A manhã estava bem geladinha, perfeita para um trote. Cada passada confirmava o resultado do ultrassom: a lesão foi embora. Saí de casa com receio de como ia voltar, mas quando retornei nem acreditava que tinha conseguido correr. =]

Na quarta-feira comuniquei a fisio do treino e tive a feliz notícia que vou ganhar alta. Faremos um bolinho comemorativo na próxima semana. Vou contar pra vocês. A gente se apega a turma que faz fisio no mesmo horário. Cada um com sua história, seu diagnóstico e a paixão pelo esporte em comum. Vou sentir falta deles.

Com tanta alegria, visitei a equipe da assessoria ainda na quarta e recebi muita força. Fiquei emocionada mesmo. O grupo da Just Run é simplesmente demais. Marquei meu regresso oficial aos treinos da beira-mar norte no dia 01 de setembro. Será incrível voltar a correr lá. Um sonho.

Nessa vamos de branquinha... =)

Pra fechar a semana com tudo em alta, saíram os modelos das camisetas da Half Maraton Montevideo. Contei que vou correr com marido esta corrida? Tem prova de amor maior que essa? É muita alegria para uma Helena só. Good vibes pra todos vocês.

Forte abraço e bons km's!!

22 julho, 2014

Pubalgia: exercícios de prevenção e recuperação

Por dias vibrei com os avanços na fisioterapia. Afinal, semana a semana fui me sentindo melhor. Porém, na semana passada senti muitas dores na região do púbis, que mal me deixavam caminhar. 

Às vezes, temos que dar um passo para trás e investigar mais a fundo o que está acontecendo. Marquei um ultrassom para esta semana e uma consulta com ortopedista para avaliar o quadro da lesão. Então, por prudência, cortei os treinos de bike. 

Ajustei com a fisioterapeuta novos exercícios e a carga no tonus (equipamento de eletroestimulação) e no ultrassom fisioterápico. Essa pequena mudança fez com que eu me sentisse melhor e estou há dois dias sem dores. 

Quando paro para ler a respeito da pubalgia, recordo que é uma inflamação crônica e é comum o tempo off dos treinos. O comprometimento com os exercícios é que podem mudar este quadro. Pesquisando na net, achei um video com os mesmos exercícios que tenho feito diariamente. Bate aquele alívio de saber que está fazendo a coisa certa. O legal é que são exercícios para reforçar a musculatura e servem de prevenção da inflamação do púbis. Fica a dica.



Forte abraço e bons treinos!!

02 julho, 2014

Estes limões até que são doces...


Num processo de recuperação, cada dia é uma luta e, por consequência, uma nova conquista. Cada degrau conquistado (sim) deve ser comemorado. Afinal, são os avanços do tratamento, na busca pela perfeição. Esta filosofia cabe a mim, mas pode ser estendida a todos os amigos que possuem alguma lesão e/ou aqueles que estão caminhando por um objetivo maior.

Esta semana fui liberada para fazer exercícios abdominais. Pode parecer tolo, mas mexer justamente o grupo muscular da sua lesão, é uma super conquista. De momento, estou realizando três exercícios - todos com bola. Estou faceira mais uma vez.

Me perguntaram sobre minha rotina atual. Faço a fisioterapia nas segundas, quartas e sextas e pedalo nas terças, quintas e sábados ou domingos. Em casa, faço os educativos da fisio nos dias que não tem sessão. Tudo para contribuir com tratamento. 

E vou contar pra vocês: estou sentindo resultado. Talvez seja a serenidade diante da situação. Mas, estou feliz com tratamento da pubalgia. Estes limões até que são doces...


Forte abraço e bons treinos, turma!!!

04 junho, 2014

Como tratar a Pubalgia

Imagem: O2 por minuto

Não era novidade a dor na virilha. Na verdade, era o sinal que a coisa não estava indo bem. O excesso de carga dos treinos me rendeu a tal Pubalgia. A minha sorte é que no primeiro grito de dor, eu resolvi parar. E segundo a opinião médica e também da minha fisioterapeuta, foi isso que garantiu que a lesão estivesse num grau leve.

A dor no púbis é como uma dor aguda, uma hérnia. É triste e dá um desânimo. Por isso, decidi parar de contar os dias sem corrida (pelo menos aqui publicamente, hehe). O que me anima é que estou firme nas sessões de fisioterapia e em breve estarei de volta nas pistas. Resolvi fazer um post explicando sobre o assunto.

PUBALGIA, e agora?

A Pubalgia é uma inflamação na região do púbis  (o osso que se localiza no final do músculo do abdômen, sob a região genital). Ela é muito frequente entre corredores, jogadores de tênis e futebol. Quando um grupo muscular está muito mais forte que o outro, a diferença de forças gera um desgaste local, podendo ocasionar uma inflamação e, consequentemente, ficar estabelecido o quadro clínico de: dor na região do púbis. Outro fator que leva a pubalgia é o uso de tênis inadequado ou excesso de treino.



O desconforto no local pode ser sentido em movimentos simples, como levantar e sentar, virar o quadril de maneira abrupta, subir e descer escadas e até mesmo caminhando. O tratamento deve ser acompanhado com um profissional, podendo ser um ortopedista esportivo ou um fisioterapeuta. O primeiro passo será a realização de um exame de imagem (ultrassom ou ressonância) para avaliar a sua situação pessoal.

Para entender os tipos lesões, aconselho a leitura deste post da Clínica de Fisioterapia Optima, de São Paulo. Em resumo, o fisioterapeuta Claudio Rubens explica que existem quatro subtipos de pubalgia:

.Osteíte Púbica:
É um processo degenerativo da Sínfise Púbica, que ocorre devido ao stress de um lado da articulação “raspar” contra o outro. Na Osteíta Púbica se observa, nos exames de imagem, edema ósseo ao redor da sínfise púbica e outras alterações ósseas, que indicam uma degeneração local.

 .Lesão dos Adutores no ponto de fixação:
Pode ser uma Tendinopatia dos Adutores (especialmente do Adutor Longo), Estiramentos no Tendão, Estiramentos do músculo Adutor, Entesites (lesão na transição entre tendão e osso. 

 .Lesão do Reto Abdominal no ponto de fixação:
As mesmas condições que afetam os músculos adutores podem afetar o músculo Reto Abdominal em seu ponto de fixação.

 .Lesões da Aponeurose Comum do Músculo Adutor Longo com Reto Abdominal:
A Aponeurose é um tecido fascial que é formado por fibras que saem do tendão desses músculos na região do púbis. Essas fibras se combinam, dando origem à Aponeurose, um tecido que funciona como uma ponte de ligação entre esses dois tendões.  Essa combinação faz com que lesões que afetem o tendão do músculo reto abdominal tenham influência no tendão dos Adutores, e vice-versa. Acredita-se que muitos casos de Pubalgia tenham origem em rupturas dessa Aponeurose.

O Tratamento

Além do tratamento médico, o corredor terá que se submeter a fisioterapia e sessões de gelo (crioterapia). O objetivo será diminuir a dor e a inflamação, aumentar a resistência do tendão, restabelecer o equilíbrio muscular, melhorar a estabilidade do quadril e da coluna.

Tive que tomar anti-inflamatório por seis dias e usar gelo todos os dias. Assim que a dor crônica sumiu, eu iniciei as sessões de fisioterapia. Neste momento, o tratamento tem sido feito com eletroestimulação, que visa analgesia e fortalecimento muscular. Além disso tem sido feita aplicação de ultrassom com gel e cremes, que promove a vasodilatação pré capilar eliminando algumas substâncias inflamatórias dos tendões.

O próximo passo serão os exercícios específicos para fortalecer e tonificar a musculatura. Eles visam o reequilíbrio muscular e principalmente a tolerância dos músculos ao esforços, acompanhado de uma série de alongamentos e finalizando com os trabalhos proprioceptivos que caracterizam-se pelo gesto esportivo realizado repetitivamente até que a resposta traga a estabilidade apropriada para corrida.

Sessão de eletroestimulação (tonus)

Confesso que me sinto que nem aqueles jogadores de futebol, nas salas de departamento médico. Mil fios e eu ali deitada na maca. O que me deixa feliz mesmo é que estou em tratamento e tenho todo apoio da família, do treinador e dos amigos. Isso me enche de força e coragem. Valeu, gente!!

Forte abraço e bons treinos!!

22 maio, 2014

Em observação


Faz alguns dias, comecei a sentir um desconforto na região abdominal. No início, achei que podia ser das aulas de pilates e da planilha de treinos de fortalecimento. Aquela coisa. Aumenta a carga de treinamento e a gente pensa "deve ser dor muscular". Aí passa um, dois dias e você está legal.

Só que esta semana, logo depois do treino de tiro da segunda-feira, eu senti muitas dores. Mal conseguia andar. Uma dor na região do púbis, acima da virilha. Situação que me fez acender o alerta vermelho. Me consultei com a Dra. Ana Paula Moritz e ela me diagnosticou com inflamação no músculo reto abdominal, ou seja, com uma pubalgia.

A primeira recomendação foi parar com todas as minhas atividades físicas, tomar um anti-inflamatório (3 a 5 dias) e aplicar gelo na região indicada. Após o desaparecimento total das dores, vou poder continuar com fortalecimento muscular. Porém, com  supervisão de um profissional ortopedista/fisioterapeuta.

A fase agora é de molho. Estágio de observação. Não sinto as dores como antes, mas sei que o problema está ali instalado e precisa ser tratado. Correr é bom, mas com saúde é essencial.

Forte abraço e bons treinos!!

12 abril, 2013

Como tratar a lesão na virilha


A origem de uma lesão entre corredores pode variar muito. Seja pela ausência de descanso durante o treinamento, aumento demasiado no volume de treino, negligência no fortalecimento muscular ou meter uma sobrecarga de exercícios. O importante é correr das lesões e não com elas. Quem já esteve ou está no "estaleiro", sabe como é triste ficar fora da corrida.

Ao primeiro sinal de alerta do seu corpo é necessário parar e estudar a situação. Às vezes, as pessoas confundem dor muscular com lesão - principalmente os iniciantes na corrida. É preciso conhecer o seu corpo. Sentir. Se a dor for crônica, procure um especialista.

Faz pouco mais de um mês que tenho sentido uma dor "chatinha" na virilha após os treinos intervalados. Por serem treinos naturalmente mais fortes, meu corpo acaba sentindo a sobrecarga. No dia seguinte, o simples movimento de levantar da cama se torna um obstáculo. Aos poucos, o corpo vai aquecendo, o dia vai passando e a dor também. Mas, e se a dor voltar?? Eu não desejo correr assim...

Como disse no post anterior, entrei na academia e comecei os treinamentos de força para ver se reverto esta situação. Nada melhor do que curar uma lesão fazendo exercícios específicos. Alongar de maneira correta é essencial. Felizmente a maioria das lesões na virilha são problemas mecânicos que respondem bem à terapia manual e exercícios. No entanto, ainda é importante avaliar outras causas de dor na virilha (causas patológicas) ao invés de assumir que o problema é apenas uma distensão muscular simples. #ficadica

Localizei dois artigos muito bons que falam do tema. Ana Areas, acho que vai te ajudar também. ;)
O primeiro é do Álvaro Alaor Pilates, que traz muito bem explicado o que é, como tratar e evitar as lesões na virilha em atletas. E o segundo é da Clínica Deckers, que traz uma explicação mais breve e alguns exercícios práticos para fazer em casa. Confere aí:

O que é distensão da virilha?
Distensão é um estiramento ou ruptura de um músculo ou um tendão. Os músculos da virilha ajudam a fechar as pernas. Existem dois músculos que normalmente se lesionam quando ocorre uma distensão da virilha, o Adutor Magnus (corre para baixo pela parte interna da coxa) e o Sartório (começa na parte externa do quadril, cruza a coxa e conecta-se perto da parte interna do joelho). 

Como ocorre ?
Ocorre, com maior freqüência, durante corridas, saltos, arrancadas, viradas bruscas ou com a “abertura” excessiva da perna.


Quais os sintomas ?
Dor ao longo da parte interna da coxa ou na região da virilha ao juntar as pernas e, às vezes, ao elevar o joelho.


Exercícios de reabilitação da contusão ou distensão da virilha:
(retirados do site da Clínica Deckers)


Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico. O recomendado é que o paciente faça acompanhado de um fisioterapeuta. Os exercícios devem ter início após, aproximadamente, 2 semanas do começo da lesão, pois é nesse período que inicia a cicatrização. 

1 - Adução e alongamento do quadril:
Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e
os pés bem apoiados no solo.
Suavemente, afastar os joelhos um do outro, tencionando os músculos da parte interna das coxas.
Manter por 20 segundos e repetir 3 vezes.





2 - Alongamento na parede da musculatura isquitiobial:
Deitar de costas no chão, com as nádegas próximas ao batente de uma porta aberta, de forma que a perna sã fique totalmente estendida através dela.
A perna lesionada deve estar levantada e encostada contra a parede, de modo que o calcanhar descanse contra o batente.
Um alongamento muito forte será sentido, na parte posterior da sua coxa.
Manter por 60 segundos e repetir 3 vezes.


3 - Levantamento de perna deitado de lado:
A:
Deitar sobre o lado lesionado, com a perna de cima dobrada e o pé posicionado sobre o solo à frente da perna lesionada, que permanece estendida.
Elevar a perna lesionada, o mais que puder, mantendo os quadris firmes.
Manter 5 segundos e, lentamente, abaixar a perna.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

B:
Deitar sobre o lado não lesionado, contrair os músculos da frente da coxa da sua perna lesionada e levantá-la, uns dez centímetros acima da outra perna.
Manter a perna estendida.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.
Quando o levantamento de perna deitado de lado se tornar fácil, é hora de começar a fortalecer os músculos das suas coxas e virilha, fazendo o exercícios 4, com a faixa terapêutica (Thera-Band).




4 - Fortalecimento do quadril com resistência:
A: Flexão do quadril:
Amarrar o Thera Band (faixa terapêutica) no pé de uma cama.
Em pé, de costas para a cama, prender a faixa no tornozelo.
Levar a perna para frente, mantendo o joelho estendido e contraindo os músculos da parte da frente da coxa.
Sem inclinar o tronco para frente.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.


B - Extensão do quadril:
Ainda em pé, virar de frente para a cama e manter a faixa terapêutica (thera band) amarrada no seu tornozelo.
Levar a perna para trás, mantendo o joelho estendido, sem inclinar o tronco para frente.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.



C - Abdução do quadril:


Em pé, de lado para cama, com o lado não lesionado mais próximo dela.

Manter a faixa em volta do tornozelo da perna lesionada. 

Com a perna lesionada estendida, levá-la para longe da perna boa. Retornar à posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.


D - Adução do quadril:

Agora, com o lado não lesionado mais afastado da cama e a faixa envolta do tornozelo da perna lesionada.

Manter a perna lesionada com o joelho estendido e levá-la através do seu corpo, afastando-a da cama. Retornar a posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

Espero que o post tenha ajudado a esclarecer um pouco do assunto. Em breve, contarei as novidades da evolução do meu treinamento de força e consequentemente da lesão. 

Abraços a todos e bons km's!!!
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