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| 2010: ano da estreia em provas de corrida de rua. |
Quando dei meu primeiro trote foi em cima de uma esteira velha de academia. Ainda lembro de comemorar os primeiros seis minutos correndo direto. Eu anotava os dados num caderninho, com informações de dia, hora, o tempo, qual esteira e tênis. Na época, o tempo correndo valia mais do que os metros percorridos.
Eu lembro de ter vergonha de correr na esteira. Era meio desengonçada, pesada. Mas isso, principalmente, porque ninguém corria. Então, fazer todo aquele barulho chamava a atenção. Logo, parti para rua. Os treinos se tornaram mais cansativos. Em contrapartida, ganhei mais resistência e descobri que teria uma meia maratona em março. Eu mal sabia quantos quilômetros eu corria. Pedia para o marido marcar no carro o percurso de treino.
Naquela época, eu não sabia da existência do garmin, da meia, short e camiseta dry-fit. Usava um tênis velho e surrado (o mesmo das aulas de jump), um top e camiseta de algodão. Fui descobrir o que era pisada neutra, pronada e supinada tempo depois, lá pelo segundo ano de corrida.
Minha primeira prova foi um desastre. A 200 metros da linha de chegada, eu quebrei. Fui atendida pelo pronto-socorro. Estava com hipotensão, devido ao forte calor. Mas, o erro mesmo foi ter corrido no ritmo dos outros. Por uma semana, chorei e tive medo de voltar pra pista. Mas, decidi encarar uma rústica de 5k no mês seguinte. Fiquei em quarto lugar na categoria 25-29 anos. Foi a superação.
Eu não tive um tutor, um professor quando ingressei na corrida. Foi na raça. Até hoje não sei direito porque decidi subir naquela esteira velha. Às vezes sinto que cai de paraquedas. No entanto, agradeço cada dia por isso. A corrida me transformou. Me deu qualidade de vida e bem-estar. É difícil resumir cinco anos num post, mas posso garantir que toda experiência com a corrida foi super válida. Merece mais de um mini flash back.
Forte abraço e bons km's!!
