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16 agosto, 2014

Mini flash back

2010: ano da estreia em provas de corrida de rua.

Quando dei meu primeiro trote foi em cima de uma esteira velha de academia. Ainda lembro de comemorar os primeiros seis minutos correndo direto. Eu anotava os dados num caderninho, com informações de dia, hora, o tempo, qual esteira e tênis. Na época, o tempo correndo valia mais do que os metros percorridos. 

Eu lembro de ter vergonha de correr na esteira. Era meio desengonçada, pesada. Mas isso, principalmente, porque ninguém corria. Então, fazer todo aquele barulho chamava a atenção. Logo, parti para rua. Os treinos se tornaram mais cansativos. Em contrapartida, ganhei mais resistência e descobri que teria uma meia maratona em março. Eu mal sabia quantos quilômetros eu corria. Pedia para o marido marcar no carro o percurso de treino. 

Naquela época, eu não sabia da existência do garmin, da meia, short e camiseta dry-fit. Usava um tênis velho e surrado (o mesmo das aulas de jump), um top e camiseta de algodão. Fui descobrir o que era pisada neutra, pronada e supinada tempo depois, lá pelo segundo ano de corrida. 

Minha primeira prova foi um desastre. A 200 metros da linha de chegada, eu quebrei. Fui atendida pelo pronto-socorro.  Estava com hipotensão, devido ao forte calor. Mas, o erro mesmo foi ter corrido no ritmo dos outros. Por uma semana, chorei e tive medo de voltar pra pista. Mas, decidi encarar uma rústica de 5k no mês seguinte. Fiquei em quarto lugar na categoria 25-29 anos. Foi a superação.

Eu não tive um tutor, um professor quando ingressei na corrida. Foi na raça. Até hoje não sei direito porque decidi subir naquela esteira velha. Às vezes sinto que cai de paraquedas. No entanto, agradeço cada dia por isso. A corrida me transformou. Me deu qualidade de vida e bem-estar. É difícil resumir cinco anos num post, mas posso garantir que toda experiência com a corrida foi super válida. Merece mais de um mini flash back.

Forte abraço e bons km's!!

06 agosto, 2013

Estudando a prova


A preparação para uma corrida normalmente é baseada em treinamento, alimentação e descanso. Quanto maior a distância da prova, porém, há um quarto fator que deve ser considerado importante. Trata-se do psicológico. Acredito que quem está para estrear numa distância nova também pode sofrer com a ansiedade.

Para trabalhar a condição psicológica antes de um circuito, é preciso traçar o seu objetivo. Qual tempo esperado e que ritmo seguir são alguns dos itens a serem definidos. Passado isso, é fundamental estimular metas para cada trecho do percurso. Saber o tempo na distância na placa de 5km, 10km, 15km e 18km é uma sugestão. Ajuda a conquistar o seu grande objetivo na corrida.

Pra evitar surpresas na minha estreia, decidi baixar o percurso da meia maratona de Buenos Aires (abaixo). Descobri coisas bem interessantes. Haverá 04 pontos de hidratação, 03 pontos de gatorade, 01 ponto com frutas no km 13, 02 pontos com banheiros químicos, 01 ponto com gel, 03 pontos de serviço médico. A altimetria é praticamente plana e a temperatura do dia deverá estar na casa dos 15ºC. Super agradável. O próprio site oficial da prova traz estas dicas.

Saber destas coisas me deu certa confiança. Não dependo especialmente delas para um bom desempenho, mas ter esta noção passa tranquilidade. E como estou para estrear, ter paz e foco na ação tornam-se essenciais.

Percurso da 21K Buenos Aires

Ah! Em tempo: o que achei legal também é que o percurso sai do Parque San Benito em direção aos principais pontos da capital argentina. Passa pelo Palermo, a Recoleta, o Centro e retorna. \o/

Forte abraço e bons km's turma!!!

05 agosto, 2013

Fases de treinamento


Nos últimos dias, apareceu uma interrogação em meus pensamentos. Fiquei com aquela pergunta: "em que fase do treinamento estou agora?". Faltam 31 dias para embarcar para Argentina e encarar a tão sonhada meia maratona. Nem parece que já se passaram quinze semanas de quando decidi estrear na distância. Recebi a planilha semanal e percebi que os treinos continuam fortes. Hoje a programação do treino do dia está para: 3x3K Limiar - abaixo de 16' - Rec. 3' Lento. Ui!!
Pra quem não sabe, a planilha serve para planejar e estipular a periodização do treinamento. Apesar do nome, a periodização nada mais é do que o conjunto de ciclos que compõem o macrociclo (no caso a planilha de treinamento). E dependendo do objetivo do corredor, ela varia de seis a 20 semanas.
Vou destacar uma matéria publicada na edição de nº 100 da Revista O2, onde explica cada uma das fases de treinamento. Lendo, percebi que estou saindo do específico para fase de competição em si. Os resultados tem saído dentro do planejado. Daqui a pouco, vou ter que trabalhar é a ansiedade. 

Conhecendo um pouco mais das fases do treinamento

Dentro da periodização estão os mesociclos, que incluem as diferentes fases de uma planilha. Mas, essas fases variam de acordo com o nível do atleta e também de sua prova-meta. Com isso, é possível citar as três mais comuns, presentes na grande maioria dos programas de treinamento. São elas: base, específica e competição.

- Base: Primeira fase de um ciclo, a “base” dura, aproximadamente o dobro de tempo da específica. Nela há uma adaptação do corpo à corrida, para que o atleta se prepare para as próximas etapas, visando maior resistência a contusões. É caracterizada pelo volume (quilometragem percorrida) um pouco maior e de intensidade baixa, com um aumento de distância de 5% a 10% por semana. Camargo também explica sobre isso: “Se a distância passar disso o atleta pode sofrer uma lesão e perder seu desempenho”. Assim, tanto seus treinos de velocidade como os intervalados, são feitos com frequência e intensidade menores.

- Específica: É nessa fase que o corredor passa a ganhar velocidade. Em comparação com a primeira fase, possui volume menor e decrescente. Em compensação, a velocidade aumenta, e o atleta realiza dois treinos intensos por semana (um microciclo).

- Competição: Antecede a prova-meta. Aqui o atleta começa a “colocar o pé no breque” para descansar, mas sem parar de treinar, para chegar bem na corrida. “Para maratona essa fase dura cerca de duas semanas, mas para uma prova de 10 km uma semana é suficiente”, diz Camargo. Portanto, volume e intensidade não são tão altos e não há treino de ritmo.

Não podemos esquecer que, em cada programa existe também o período chamado de supercompensação, que recupera o corpo no final de cada fase e o prepara para a próxima sequência de treinos. Emerson Gomes, diretor técnico da MPR fala um pouco desse período: “Ele se caracteriza por ser um período de menor  volume e intensidade, servindo para assimilar a sobrecarga das semanas anteriores”.

Forte abraço e bons km's turma!!!

01 novembro, 2010

O INÍCIO

Plantando a sementinha
Há pouco mais de um ano comecei a correr. Era inverno de 2009. No início, era mais por uma questão de ver seu eu conseguiria. Corria em "suaves prestações" na velha esteira de academia. Cada dia que alcançava uma marca maior (tempo correndo) era uma alegria. Nunca imaginei que iria gostar tanto de correr. Aquele papo de que "vicia" realmente é verdade. Li numa edição da Runners World, que a partir dos 20 minutos de corrida, o corpo libera certa quantidade de endorfina que causa esta sensação de euforia, e que eu chamo de "bem-estar dos Deuses".

Sempre procuro ter disciplina no meu treino e aprendi que o exercício deve ser executado com pelo menos 85% de nossa capacidade física e mental. Pois toda atividade deve ser desenvolvida com prazer e foco. Mesmo sabendo que existem dias em que a tensão do trabalho nos queira empurrar pra casa, uma corridinha leve sempre vai bem. =)

A Estreia
Quando completei nove meses correndo três vezes na semana, por pelo menos 25 minutos, decidi me inscrever numa prova de corrida de rua. Minha estreia foi na Meia Maratona Internacional de Florianópolis, em março de 2010. A sensação de correr com mais de 2200 atletas foi incrível. Estava um dia bastante quente (32ºC) e por mais que tive os cuidados de me hidratar, antes e durante a prova (inclusive com gel), sofri muito com calor. Acabei não conseguindo completar a minha prova. Eu quebrei!! 
Fiquei triste por uns dois dias e este podia ter sido o motivo para desistir do esporte. No entanto, um mês depois do ocorrido, e no mesmo cenário (beira-mar norte, em Floripa), participei da minha segunda corrida. Decidi ir mais devagar, segurando o ritmo. No fim, a I Corrida Unimed Saúde me rendeu o 2º lugar na Categoria 30-34 anos e o 4º lugar geral. Foi uma superação!!

A primeira medalha a gente nunca esquece (abr/2010)
Hoje, já se passaram seis meses e conquistei outras cinco medalhas de participação e dois troféus (um de quarto lugar na categoria e outro de segundo lugar geral). E o maior aprendizado foi de nunca desistir dos nossos sonhos. #NeverGiveUp

Bora correr de bem com a vida!!
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