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12 abril, 2013

Como tratar a lesão na virilha


A origem de uma lesão entre corredores pode variar muito. Seja pela ausência de descanso durante o treinamento, aumento demasiado no volume de treino, negligência no fortalecimento muscular ou meter uma sobrecarga de exercícios. O importante é correr das lesões e não com elas. Quem já esteve ou está no "estaleiro", sabe como é triste ficar fora da corrida.

Ao primeiro sinal de alerta do seu corpo é necessário parar e estudar a situação. Às vezes, as pessoas confundem dor muscular com lesão - principalmente os iniciantes na corrida. É preciso conhecer o seu corpo. Sentir. Se a dor for crônica, procure um especialista.

Faz pouco mais de um mês que tenho sentido uma dor "chatinha" na virilha após os treinos intervalados. Por serem treinos naturalmente mais fortes, meu corpo acaba sentindo a sobrecarga. No dia seguinte, o simples movimento de levantar da cama se torna um obstáculo. Aos poucos, o corpo vai aquecendo, o dia vai passando e a dor também. Mas, e se a dor voltar?? Eu não desejo correr assim...

Como disse no post anterior, entrei na academia e comecei os treinamentos de força para ver se reverto esta situação. Nada melhor do que curar uma lesão fazendo exercícios específicos. Alongar de maneira correta é essencial. Felizmente a maioria das lesões na virilha são problemas mecânicos que respondem bem à terapia manual e exercícios. No entanto, ainda é importante avaliar outras causas de dor na virilha (causas patológicas) ao invés de assumir que o problema é apenas uma distensão muscular simples. #ficadica

Localizei dois artigos muito bons que falam do tema. Ana Areas, acho que vai te ajudar também. ;)
O primeiro é do Álvaro Alaor Pilates, que traz muito bem explicado o que é, como tratar e evitar as lesões na virilha em atletas. E o segundo é da Clínica Deckers, que traz uma explicação mais breve e alguns exercícios práticos para fazer em casa. Confere aí:

O que é distensão da virilha?
Distensão é um estiramento ou ruptura de um músculo ou um tendão. Os músculos da virilha ajudam a fechar as pernas. Existem dois músculos que normalmente se lesionam quando ocorre uma distensão da virilha, o Adutor Magnus (corre para baixo pela parte interna da coxa) e o Sartório (começa na parte externa do quadril, cruza a coxa e conecta-se perto da parte interna do joelho). 

Como ocorre ?
Ocorre, com maior freqüência, durante corridas, saltos, arrancadas, viradas bruscas ou com a “abertura” excessiva da perna.


Quais os sintomas ?
Dor ao longo da parte interna da coxa ou na região da virilha ao juntar as pernas e, às vezes, ao elevar o joelho.


Exercícios de reabilitação da contusão ou distensão da virilha:
(retirados do site da Clínica Deckers)


Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico. O recomendado é que o paciente faça acompanhado de um fisioterapeuta. Os exercícios devem ter início após, aproximadamente, 2 semanas do começo da lesão, pois é nesse período que inicia a cicatrização. 

1 - Adução e alongamento do quadril:
Deitar sobre as costas, com os joelhos dobrados e
os pés bem apoiados no solo.
Suavemente, afastar os joelhos um do outro, tencionando os músculos da parte interna das coxas.
Manter por 20 segundos e repetir 3 vezes.





2 - Alongamento na parede da musculatura isquitiobial:
Deitar de costas no chão, com as nádegas próximas ao batente de uma porta aberta, de forma que a perna sã fique totalmente estendida através dela.
A perna lesionada deve estar levantada e encostada contra a parede, de modo que o calcanhar descanse contra o batente.
Um alongamento muito forte será sentido, na parte posterior da sua coxa.
Manter por 60 segundos e repetir 3 vezes.


3 - Levantamento de perna deitado de lado:
A:
Deitar sobre o lado lesionado, com a perna de cima dobrada e o pé posicionado sobre o solo à frente da perna lesionada, que permanece estendida.
Elevar a perna lesionada, o mais que puder, mantendo os quadris firmes.
Manter 5 segundos e, lentamente, abaixar a perna.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

B:
Deitar sobre o lado não lesionado, contrair os músculos da frente da coxa da sua perna lesionada e levantá-la, uns dez centímetros acima da outra perna.
Manter a perna estendida.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.
Quando o levantamento de perna deitado de lado se tornar fácil, é hora de começar a fortalecer os músculos das suas coxas e virilha, fazendo o exercícios 4, com a faixa terapêutica (Thera-Band).




4 - Fortalecimento do quadril com resistência:
A: Flexão do quadril:
Amarrar o Thera Band (faixa terapêutica) no pé de uma cama.
Em pé, de costas para a cama, prender a faixa no tornozelo.
Levar a perna para frente, mantendo o joelho estendido e contraindo os músculos da parte da frente da coxa.
Sem inclinar o tronco para frente.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.


B - Extensão do quadril:
Ainda em pé, virar de frente para a cama e manter a faixa terapêutica (thera band) amarrada no seu tornozelo.
Levar a perna para trás, mantendo o joelho estendido, sem inclinar o tronco para frente.
Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.



C - Abdução do quadril:


Em pé, de lado para cama, com o lado não lesionado mais próximo dela.

Manter a faixa em volta do tornozelo da perna lesionada. 

Com a perna lesionada estendida, levá-la para longe da perna boa. Retornar à posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.


D - Adução do quadril:

Agora, com o lado não lesionado mais afastado da cama e a faixa envolta do tornozelo da perna lesionada.

Manter a perna lesionada com o joelho estendido e levá-la através do seu corpo, afastando-a da cama. Retornar a posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

Espero que o post tenha ajudado a esclarecer um pouco do assunto. Em breve, contarei as novidades da evolução do meu treinamento de força e consequentemente da lesão. 

Abraços a todos e bons km's!!!

01 novembro, 2010

O INÍCIO

Plantando a sementinha
Há pouco mais de um ano comecei a correr. Era inverno de 2009. No início, era mais por uma questão de ver seu eu conseguiria. Corria em "suaves prestações" na velha esteira de academia. Cada dia que alcançava uma marca maior (tempo correndo) era uma alegria. Nunca imaginei que iria gostar tanto de correr. Aquele papo de que "vicia" realmente é verdade. Li numa edição da Runners World, que a partir dos 20 minutos de corrida, o corpo libera certa quantidade de endorfina que causa esta sensação de euforia, e que eu chamo de "bem-estar dos Deuses".

Sempre procuro ter disciplina no meu treino e aprendi que o exercício deve ser executado com pelo menos 85% de nossa capacidade física e mental. Pois toda atividade deve ser desenvolvida com prazer e foco. Mesmo sabendo que existem dias em que a tensão do trabalho nos queira empurrar pra casa, uma corridinha leve sempre vai bem. =)

A Estreia
Quando completei nove meses correndo três vezes na semana, por pelo menos 25 minutos, decidi me inscrever numa prova de corrida de rua. Minha estreia foi na Meia Maratona Internacional de Florianópolis, em março de 2010. A sensação de correr com mais de 2200 atletas foi incrível. Estava um dia bastante quente (32ºC) e por mais que tive os cuidados de me hidratar, antes e durante a prova (inclusive com gel), sofri muito com calor. Acabei não conseguindo completar a minha prova. Eu quebrei!! 
Fiquei triste por uns dois dias e este podia ter sido o motivo para desistir do esporte. No entanto, um mês depois do ocorrido, e no mesmo cenário (beira-mar norte, em Floripa), participei da minha segunda corrida. Decidi ir mais devagar, segurando o ritmo. No fim, a I Corrida Unimed Saúde me rendeu o 2º lugar na Categoria 30-34 anos e o 4º lugar geral. Foi uma superação!!

A primeira medalha a gente nunca esquece (abr/2010)
Hoje, já se passaram seis meses e conquistei outras cinco medalhas de participação e dois troféus (um de quarto lugar na categoria e outro de segundo lugar geral). E o maior aprendizado foi de nunca desistir dos nossos sonhos. #NeverGiveUp

Bora correr de bem com a vida!!
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